sexta-feira, 17 de abril de 2009

BINGO DO TIPO SANGUÍNEO

Objetivo Geral

Levar o aluno a refletir sobre as proporções esperadas e observadas em cruzamentos genéticos, usando como exemplo o sistema ABO.

Objetivos específicos

O aluno deverá ser capaz de:

• Reconhecer que na determinação dos fenótipos sangüíneos humanos do sistema ABO atuam, pelo menos, 3 diferentes alelos mas, em cada indivíduo existirão apenas dois alelos, sendo um de origem paterna e outro de origem materna, determinando a ocorrência de quatro fenótipos sangüíneos.

• Reconhecer que, em cruzamentos envolvendo uma característica genética, quanto maior o tamanho da amostra, mais os resultados obtidos se aproximarão dos esperados.

Justificativa:

A utilização da atividade proposta visa facilitar o processo ensino/aprendizagem, reforçando de forma concreta os conteúdos envolvidos.

Roteiro do Professor – Bingo Sangüíneo:

Conteúdos mínimos exigidos para execução da atividade:

• Meiose;
• Gametogênese – espermatogênese e ovulogênese;
• 1ª e 2ª leis de Mendel;
• Co-dominância;
• Polialelia;
• Herança no sistema ABO.

Atividade proposta: Os alunos deverão realizar um bingo onde sortearão os possíveis genótipos sangüíneos utilizando bolas de isopor coloridas (que representarão os genes em questão),
saquinhos de TNT, representando testículos e ovários e problemas envolvendo a herança do sistema ABO. Calcular a freqüência esperada e comparar com os resultados obtidos.

Este sistema é baseado na presença de antígenos específicos nas nossas hemácias. Por exemplo, um indivíduo com tipo sanguíneo A possui apenas antígenos do tipo A em suas
hemácias. Da mesma forma, indivíduos com tipo sanguíneo B, apresentam apenas o antígeno do tipo B em suas hemácias. Já os indivíduos do tipo AB apresentam tanto o antígeno A quanto o antígeno B em suas hemácias, e o indivíduos do tipo O (ou zero) não apresentam nenhum destes antígenos em suas hemácias

Relação de materiais utilizados:

• Bolinhas de isopor pintadas em três cores diferentes (sugestão: verde, amarelo e branco)
– pelo menos 10 bolinhas de cada cor por grupo;
• Saquinhos de TNT ou similar (sugestão usar sacola surpresa de aniversário) nas cores, azul para representar os testículos e rosa, para representar os ovários;
• Roteiro do aluno com a descrição da atividade a ser realizada e os problemas.

Convém ressaltar que:

• Em cada indivíduo, os gametas carregam muitos genes, para simplificar a questão nesta,
e em e muitas outras práticas, trabalha-se apenas com os genes para a característica estudada.
• Em cada gameta da espécie humana existem 23 cromossomos (os 22 autossomos e 1 sexual). Em cada um desses cromossomos existem vários genes. O gene que codifica a proteína (antígeno) do sistema sangüíneo ABO está em um desses cromossomos autossomos. Esse gene pode ter formas ligeiramente diferentes que chamamos de alelos.
Os alelos mais conhecidos são, IA, IB e i que condicionam, respectivamente, a formação dos antígenos A, B e a não formação de antígeno.
OBS: Deixe claro para os alunos que cada bolinha representa um gameta e que a sua cor indica o alelo do gene que determina o fenótipo para o sistema ABO que está sendo levado por esse gameta. No entanto, lembre aos alunos que cada gameta leva uma cópia
de cada um dos, cerca de, 30.000 genes da espécie humana.

• Embora existam 3 alelos para o gene que determina o sistema ABO, em cada indivíduo existirão apenas dois, sendo um proveniente do gameta de origem materna e outro do gameta de origem paterna.
• Orientar os alunos para usar os resultados na forma de fração.
• Lembrar que em um teste estatístico o número de repetições pode alterar o resultado
final, ou seja, em um pequeno número de repetições nem sempre a freqüência encontrada
é a mesma que freqüência esperada.
• Determinar o número de cruzamentos que cada grupo deve realizar.
• Em cada uma das sacolas deve haver sempre a mesma quantidade de bolinhas (p. ex.: 10
bolinhas no saco azul e 10 bolinhas no saco rosa.
• Os sorteios devem ser ao acaso.
• Os alunos devem devolver as bolinhas ao saquinho depois de cada sorteio, assim será mantida a freqüência esperada na formação dos gametas.

Observação: Os problemas propostos são meras sugestões, ao montar a atividade o professor pode utilizar outras situações-problema.

Tempo de Execução:

• 2 tempos de aula.

Proposta de Roteiro para o Aluno:

Leia com atenção os problemas abaixo e resolva-os. Depois monte o Bingo Sangüíneo.

1- Um casal, onde o marido é do tipo sangüíneo A e a esposa é do tipo B, quer ter X filhos. Sabe-se que o pai do marido e a mãe da esposa são do grupo O. Determine a proporção
dos genótipos e fenótipos esperados a partir desse cruzamento.

2- Um casal teve quatro filhos, sabendo-se que um dos filhos é do tipo O e outro é do tipo
AB, descubra qual o tipo sangüíneo do casal.




Bingo sangüíneo:

1. Forme com seus colegas grupos com 4 componentes;

2. Escolha entre as bolinhas coloridas, as cores que representarão os gametas portadores dos alelos Ia, Ib e i, anote;

3. Coloque a bolinhas coloridas nos saquinhos de acordo com os gametas formados por cada indivíduo dos problemas 1 e 2.

Observação para o professor: No problema 1, por exemplo, a esposa tem genótipo
Ibi, devendo formar ½ de gametas portando o alelo Ib e ½ de gametas portando o alelo i.
No saquinho rosa serão colocadas as bolinhas que representam os gametas portadores
de Ib e i na proporção de 1:1, simulando a gametogênese feminina.

4. Para simular um cruzamento retire, sem olhar, uma bola da sacola azul e uma bola da sacola rosa. Anote o resultado e devolva a bolinha ao saquinho correspondente. Ou seja, vamos simular a união dos gametas ao acaso (fecundação).

5. Repita o procedimento do “sorteio de gametas” 10 vezes, sempre anotando os resultados
e devolvendo as bolinhas ao saquinho.

6. Você também pode determinar previamente a quantidade de filhos que o casal vai ter (2,
3, 4, etc.).

7. Comparar os resultados obtidos no sorteio com os resultados teóricos esperados.

8. Discutir os resultados encontrados.

Observação para o professor: Por exemplo, no problema 1, a probabilidade do casal ter um filho do tipo sangüíneo AB é ¼. A mesma probabilidade é esperada para os grupos sangüíneos
A, B e O. No entanto, se o casal tiver 4 filhos, isso não quer dizer que um deles será do grupo AB, outro do grupo A, outro do B e o outro do O. Esse é um erro comum entre os alunos que poderá ser esclarecido com esse tipo de atividade.

O professor pode mostrar que quanto maior o tamanho da amostra, ou seja, quanto mais sorteios de gametas (fecundações) forem feitos mais os resultados obtidos se aproximarão dos esperados. Mas na espécie humana, como o número de filhos por casal é pequeno, essas proporções são difíceis de serem observadas. Podemos estimar a probabilidade de um determinado genótipo acontecer porque conhecemos as regras como os alelos de um determinado gene são transmitidos de uma geração para a outra.
...

quarta-feira, 15 de abril de 2009

MONTANDO UM CROMOSSOMO

Material

Canudos de plástico (diversas cores), que apresentem uma dobradiça na sua região central.
OBS: Deve ser de cores com tonalidades parecidas, como:

AZUL escuroAZUL claro
AMARELO escuroAMARELO claro
VERMELHO escuroVERMELHO claro
VERDE escuroVERDE claro

• Palitos de madeira para churrasco.
• Papel ofício.
• Cola plástica.
• Tesoura.
• Canetas hidrocor.
• Fita dupla-face ou velcro.
• Régua.





MONTANDO O CROMOSSOMO

- Cortar os canudinhos em pedacinhos de vários tamanhos e cores dependendo do número dos genes a serem representados.

- Usar pedaços de canudinhos brancos para identificar as regiões da molécula de DNA não-codificadora. Isto é, regiões onde não há genes.

- Inserir esses pedaços de canudos em palitos de churrasco. Esses devem ter a mesma espessura (bitola) dos canudos para entrar pressionados.

- Quando esquematizar cromossomos homólogos, utilizar as mesmas cores com tonalidades diferentes, para os genes alelos diferentes e tonalidades iguais para genes alelos iguais.

- O centrômero será esquematizado utilizando-se as dobras sanfonadas dos canudos. Retire um segmentos sanfonado e faça um talho. Cole na região oposta ao talho um pedacinho de fita dupla-face ou velcro.Encaixe o segmento no palito que representa a cromátide. Escolha a posição do centrômero.

É importante lembrar que esse é um modelo didático simplificado e não reflete exatamente a estrutura e organização dos cromossomos. Quando necessário, o professor pode deixar claro para o aluno que simplificações foram feitas.


PROPOSTA PARA DESENVOLVIMENTO DA ATIVIDADE


  • Duplicação dos cromossomos durante a fase S da interfase

Nessa fase há a duplicação do DNA e cada cromossomo passa a ser constituído por duas cromátides (cromátides-irmãs), ligadas pela região do centômero. Note que as cromátides-irmãs possuem alelos idênticos, pois são fruto da duplicação do DNA.
É Importante ter o cuidado para que as cromátides-irmãs tenham o mesmo número de genes (pedacinhos de canudos) e nas mesmas cores. Essas duas cromátides devem estar ligadas pelos centrômeros (segmentos sanfonados colados através da fita ou velcro).


Conceitos que poderão ser trabalhados com o modelo:

- Diferença entre o cromossomo simples (apenas uma cromátide) e o cromossomo duplicado (duas cromátides)
- Cromátides-irmãs (mesmo cromosomo) e cromátides não-irmãs (entre cromossomos homólogos).



- Visualizar genes localizados no mesmo cromossomo (genes ligados) e genes em cromossomos diferentes.
- Trabalhar o conceito de segregação independente (2ª. Lei de Mendel) para genes localizados em cromossomos diferentes.
- Trabalhar a relação da distância entre os genes localizados no mesmo cromossomo e os mapas gênicos.

* Esta atividade pode ser aplicada para alunos do 3° Ano do Ensino Médio.

http://www.ccmn.ufrj.br/curso/trabalhos/PDF/biologia-trabalhos/genetica/genetica4.pdf