1-Há quanto tempo o senhor atua nessa área?
Bom, ainda me considero novo nesse ramo, mas vamos lá. Uns 10 anos de prática.
2-Poderíamos entrevista-lo com algumas perguntas para nos auxiliar em um trabalho?
Sim, com todo prazer, porém, não gostaria de ser identificado.
3-Como é possível descobrir se uma substância causa danos aos genes de uma célula ou de um organismo, ou seja, se ela é genotóxica?
Existem vários testes que podem ser realizados. Em geral se faz a exposição de células à substância que está sendo testada, espera-se um tempo e, então, parte-se para a etapa de análise, onde verificamos se ocorreram alterações.
Podemos observar quebras cromossômicas ou alteração de expressão (funcionamento) dos genes. Para isso temos diferentes tipos de testes que envolvem a Citogenética e a Biologia Molecular. O ponto principal é que as células que sofrem alterações causadas pelas substâncias genotóxicas devem morrer ou, então, devem ser reparadas. No caso de sua morte, as células têm um mecanismo chamado de apoptose (morte celular programada), que é acionado em condições celulares inviáveis. Porém, muitas vezes, este mecanismo não funciona de forma adequada, logo o dano é passado para as outras células, o que pode, por exemplo, levar à formação de tumores.
4-Como uma substância genotóxica consegue penetrar uma célula e atacar seu DNA?
Na verdade, não existe a necessidade de a substância entrar na célula. Nossas células se comunicam com o meio externo e captam sinais emitidos por ele. Um sinal pode acionar vários mecanismos, que podem levar a diferentes respostas celulares.
Mas, por outro lado, se a substância entra na célula, devemos lembrar que DNA é uma molécula que tem uma estrutura química definida e que pode ser alterada pela combinação com essa substância. Pequenas alterações em uma molécula de DNA podem fazer com que a informação genética presente nesta molécula seja afetada.
5-As substâncias cancerígenas, que podem ser encontradas no tabaco, podem ser consideradas genotóxicas?
Substâncias cancerígenas são aquelas que levam à formação de tumores. Assim, um agente genotóxico é o primeiro passo do erro. Este erro pode ser reparado e não causar problemas. Se ele não for reparado pode causar a danos ao organismo, mas não necessariamente à formação de tumores. Mas em algumas situações, os genotóxicos são capazes de induzir a uma instabilidade cromossômica, o que pode contribuir para o desenvolvimento de processo celular maligno (câncer). De qualquer forma, parece haver uma interligação entre esses processos. Lembrando que o dano genotóxico é, por definição, passível de reparo pelas células.
No caso do tabaco, por exemplo, temos vários componentes que podem interferir na molécula de DNA, como benzopireno e nitrosaminaglicanas, que são compostos obtidos pela queima de material orgânico. Estes compostos lesionam o DNA. Se não houver reparo, a chance de formação de tumores é grande.
6-Quais as novas tecnologias para tratar os diversos tipos de resíduos?
O avanço do conhecimento na área de biotecnologia caminha com muita rapidez. Novos equipamentos de laboratórios e técnicas de manipulação têm se desenvolvido, criando uma instrumentação sofisticada que permite ousar por áreas até pouco tempo desconhecidas. Por exemplo, a produção de novas linhagens de microrganismos capazes de metabolizar compostos considerados como não-biodegradáveis, decorrentes da disposição inadequada ou acidental de resíduos nos rios, lagos e oceanos. Os resultados mais promissores estão na associação de conhecimentos gerados nas diversas áreas do saber aplicadas para um mesmo objetivo, como ocorre com a biologia molecular associada à nanotecnologia e a microeletrônica no aperfeiçoamento dos bioprocessos. Desta forma, é possível a construção de biorreatores eficientes no tratamento de micropoluentes orgânicos persistentes, cujos tratamentos em unidades convencionais apresentam baixa eficiência. Algumas das tecnologias empregadas para o tratamento de resíduos na água consistem na utilização de biotecnologia ambiental em conjunto com nanomembranas capazes de realizar uma ultrafiltração, também denominadas reatores biológicos de membranas. Os resultados deste tipo de tratamento têm sido muito bons, todavia, os custos ainda são considerados proibitivos para os países em desenvolvimento.
7-É possível usar a genotoxicidade para curar doenças? Por exemplo: infiltrar substâncias genotóxicas em um tumor para que ele pare de se multiplicar?
Estudos mostram que é possível infiltrar substâncias em células tumorais na tentativa de destruí-las das mesmas, porém tais substâncias não são classificadas como genotóxicas. Em geral, elas controlam a proliferação celular e tentam induzir a apoptose. Atualmente, técnicas utilizando a nanotecnologia vêm propiciando vários tipos de tratamentos, que antes não eram possíveis. Com a nanotecnologia, pode-se desenvolver carreadores capazes de direcionar substâncias (fármacos, quimioterápicos, etc) para tipos celulares específicos.
8-Como o organismo humano consegue se proteger de agentes genotóxicos do dia-a-dia, como os que estão presentes em agrotóxicos e alguns produtos de limpeza, por exemplo?
Não podemos evitar todas as exposições. Na verdade, as alterações no DNA ocorrem com certa freqüência, mas o que acaba acontecendo é que temos enzimas que conseguem reparar estes danos. De qualquer forma, é sempre bom tentar evitar exposições.
Obviamente a exposição a um agente de alta periculosidade é um risco grande, por isso são realizados vários testes, a fim de evitar o contato da população com produtos de elevada toxicidade.
Podemos pensar, por analogia, em um jogo de loteria. Na loteria, quanto mais eu jogo, maior a probabilidade de ganhar. Se eu nunca jogar, jamais poderei ganhar. Mas, mesmo que se eu jogue sempre, nunca vou ter a certeza que irei acertar.
9-Os vírus que incorporam seu DNA ao DNA do hospedeiro podem ser considerados genotóxicos?
Existem vírus que levam à formação de tumores, pois fazem a célula perder o controle do ciclo celular. Um exemplo é o papiloma vírus humano (HPV), que causa o câncer de colo de útero. Não consideramos esse tipo de mecanismo um efeito genotóxico, pelo fato de que os danos causados pelos compostos genotóxicos são passíveis de correção. Em geral, uma alteração causada por incorporação de DNA viral leva a uma lesão celular que não pode ser reparada.
10-Todo tipo de genotoxicidade envolve modificações na expressão de proteínas da célula ou ele pode ser “silencioso”?
Depende do significado de silencioso! Teoricamente silencioso é sem resposta. Se considerarmos que a célula não apresentou dano, o organismo provavelmente também não o apresentará. O que pode acontecer é que um dano acontece, mas não se consegue detectá-lo. Para que isto não ocorra é que são realizados vários testes diferentes.
PROFESSOR RENATO
sábado, 20 de junho de 2009
sexta-feira, 17 de abril de 2009
BINGO DO TIPO SANGUÍNEO
Objetivo Geral
Levar o aluno a refletir sobre as proporções esperadas e observadas em cruzamentos genéticos, usando como exemplo o sistema ABO.
Objetivos específicos
O aluno deverá ser capaz de:
• Reconhecer que na determinação dos fenótipos sangüíneos humanos do sistema ABO atuam, pelo menos, 3 diferentes alelos mas, em cada indivíduo existirão apenas dois alelos, sendo um de origem paterna e outro de origem materna, determinando a ocorrência de quatro fenótipos sangüíneos.
• Reconhecer que, em cruzamentos envolvendo uma característica genética, quanto maior o tamanho da amostra, mais os resultados obtidos se aproximarão dos esperados.
Justificativa:
A utilização da atividade proposta visa facilitar o processo ensino/aprendizagem, reforçando de forma concreta os conteúdos envolvidos.
Roteiro do Professor – Bingo Sangüíneo:
Conteúdos mínimos exigidos para execução da atividade:
• Meiose;
• Gametogênese – espermatogênese e ovulogênese;
• 1ª e 2ª leis de Mendel;
• Co-dominância;
• Polialelia;
• Herança no sistema ABO.
Atividade proposta: Os alunos deverão realizar um bingo onde sortearão os possíveis genótipos sangüíneos utilizando bolas de isopor coloridas (que representarão os genes em questão),
saquinhos de TNT, representando testículos e ovários e problemas envolvendo a herança do sistema ABO. Calcular a freqüência esperada e comparar com os resultados obtidos.
Este sistema é baseado na presença de antígenos específicos nas nossas hemácias. Por exemplo, um indivíduo com tipo sanguíneo A possui apenas antígenos do tipo A em suas
hemácias. Da mesma forma, indivíduos com tipo sanguíneo B, apresentam apenas o antígeno do tipo B em suas hemácias. Já os indivíduos do tipo AB apresentam tanto o antígeno A quanto o antígeno B em suas hemácias, e o indivíduos do tipo O (ou zero) não apresentam nenhum destes antígenos em suas hemácias
Relação de materiais utilizados:
• Bolinhas de isopor pintadas em três cores diferentes (sugestão: verde, amarelo e branco)
– pelo menos 10 bolinhas de cada cor por grupo;
• Saquinhos de TNT ou similar (sugestão usar sacola surpresa de aniversário) nas cores, azul para representar os testículos e rosa, para representar os ovários;
• Roteiro do aluno com a descrição da atividade a ser realizada e os problemas.
Convém ressaltar que:
• Em cada indivíduo, os gametas carregam muitos genes, para simplificar a questão nesta,
e em e muitas outras práticas, trabalha-se apenas com os genes para a característica estudada.
• Em cada gameta da espécie humana existem 23 cromossomos (os 22 autossomos e 1 sexual). Em cada um desses cromossomos existem vários genes. O gene que codifica a proteína (antígeno) do sistema sangüíneo ABO está em um desses cromossomos autossomos. Esse gene pode ter formas ligeiramente diferentes que chamamos de alelos.
Os alelos mais conhecidos são, IA, IB e i que condicionam, respectivamente, a formação dos antígenos A, B e a não formação de antígeno.
OBS: Deixe claro para os alunos que cada bolinha representa um gameta e que a sua cor indica o alelo do gene que determina o fenótipo para o sistema ABO que está sendo levado por esse gameta. No entanto, lembre aos alunos que cada gameta leva uma cópia
de cada um dos, cerca de, 30.000 genes da espécie humana.
• Embora existam 3 alelos para o gene que determina o sistema ABO, em cada indivíduo existirão apenas dois, sendo um proveniente do gameta de origem materna e outro do gameta de origem paterna.
• Orientar os alunos para usar os resultados na forma de fração.
• Lembrar que em um teste estatístico o número de repetições pode alterar o resultado
final, ou seja, em um pequeno número de repetições nem sempre a freqüência encontrada
é a mesma que freqüência esperada.
• Determinar o número de cruzamentos que cada grupo deve realizar.
• Em cada uma das sacolas deve haver sempre a mesma quantidade de bolinhas (p. ex.: 10
bolinhas no saco azul e 10 bolinhas no saco rosa.
• Os sorteios devem ser ao acaso.
• Os alunos devem devolver as bolinhas ao saquinho depois de cada sorteio, assim será mantida a freqüência esperada na formação dos gametas.
Observação: Os problemas propostos são meras sugestões, ao montar a atividade o professor pode utilizar outras situações-problema.
Tempo de Execução:
• 2 tempos de aula.
Proposta de Roteiro para o Aluno:
Leia com atenção os problemas abaixo e resolva-os. Depois monte o Bingo Sangüíneo.
1- Um casal, onde o marido é do tipo sangüíneo A e a esposa é do tipo B, quer ter X filhos. Sabe-se que o pai do marido e a mãe da esposa são do grupo O. Determine a proporção
dos genótipos e fenótipos esperados a partir desse cruzamento.

2- Um casal teve quatro filhos, sabendo-se que um dos filhos é do tipo O e outro é do tipo
AB, descubra qual o tipo sangüíneo do casal.
Bingo sangüíneo:
1. Forme com seus colegas grupos com 4 componentes;
2. Escolha entre as bolinhas coloridas, as cores que representarão os gametas portadores dos alelos Ia, Ib e i, anote;
3. Coloque a bolinhas coloridas nos saquinhos de acordo com os gametas formados por cada indivíduo dos problemas 1 e 2.
Observação para o professor: No problema 1, por exemplo, a esposa tem genótipo
Ibi, devendo formar ½ de gametas portando o alelo Ib e ½ de gametas portando o alelo i.
No saquinho rosa serão colocadas as bolinhas que representam os gametas portadores
de Ib e i na proporção de 1:1, simulando a gametogênese feminina.
4. Para simular um cruzamento retire, sem olhar, uma bola da sacola azul e uma bola da sacola rosa. Anote o resultado e devolva a bolinha ao saquinho correspondente. Ou seja, vamos simular a união dos gametas ao acaso (fecundação).
5. Repita o procedimento do “sorteio de gametas” 10 vezes, sempre anotando os resultados
e devolvendo as bolinhas ao saquinho.
6. Você também pode determinar previamente a quantidade de filhos que o casal vai ter (2,
3, 4, etc.).
7. Comparar os resultados obtidos no sorteio com os resultados teóricos esperados.
8. Discutir os resultados encontrados.
Observação para o professor: Por exemplo, no problema 1, a probabilidade do casal ter um filho do tipo sangüíneo AB é ¼. A mesma probabilidade é esperada para os grupos sangüíneos
A, B e O. No entanto, se o casal tiver 4 filhos, isso não quer dizer que um deles será do grupo AB, outro do grupo A, outro do B e o outro do O. Esse é um erro comum entre os alunos que poderá ser esclarecido com esse tipo de atividade.
O professor pode mostrar que quanto maior o tamanho da amostra, ou seja, quanto mais sorteios de gametas (fecundações) forem feitos mais os resultados obtidos se aproximarão dos esperados. Mas na espécie humana, como o número de filhos por casal é pequeno, essas proporções são difíceis de serem observadas. Podemos estimar a probabilidade de um determinado genótipo acontecer porque conhecemos as regras como os alelos de um determinado gene são transmitidos de uma geração para a outra.
Levar o aluno a refletir sobre as proporções esperadas e observadas em cruzamentos genéticos, usando como exemplo o sistema ABO.
Objetivos específicos
O aluno deverá ser capaz de:
• Reconhecer que na determinação dos fenótipos sangüíneos humanos do sistema ABO atuam, pelo menos, 3 diferentes alelos mas, em cada indivíduo existirão apenas dois alelos, sendo um de origem paterna e outro de origem materna, determinando a ocorrência de quatro fenótipos sangüíneos.
• Reconhecer que, em cruzamentos envolvendo uma característica genética, quanto maior o tamanho da amostra, mais os resultados obtidos se aproximarão dos esperados.
Justificativa:
A utilização da atividade proposta visa facilitar o processo ensino/aprendizagem, reforçando de forma concreta os conteúdos envolvidos.
Roteiro do Professor – Bingo Sangüíneo:
Conteúdos mínimos exigidos para execução da atividade:
• Meiose;
• Gametogênese – espermatogênese e ovulogênese;
• 1ª e 2ª leis de Mendel;
• Co-dominância;
• Polialelia;
• Herança no sistema ABO.
Atividade proposta: Os alunos deverão realizar um bingo onde sortearão os possíveis genótipos sangüíneos utilizando bolas de isopor coloridas (que representarão os genes em questão),
saquinhos de TNT, representando testículos e ovários e problemas envolvendo a herança do sistema ABO. Calcular a freqüência esperada e comparar com os resultados obtidos.
Este sistema é baseado na presença de antígenos específicos nas nossas hemácias. Por exemplo, um indivíduo com tipo sanguíneo A possui apenas antígenos do tipo A em suas
hemácias. Da mesma forma, indivíduos com tipo sanguíneo B, apresentam apenas o antígeno do tipo B em suas hemácias. Já os indivíduos do tipo AB apresentam tanto o antígeno A quanto o antígeno B em suas hemácias, e o indivíduos do tipo O (ou zero) não apresentam nenhum destes antígenos em suas hemácias
Relação de materiais utilizados:
• Bolinhas de isopor pintadas em três cores diferentes (sugestão: verde, amarelo e branco)
– pelo menos 10 bolinhas de cada cor por grupo;
• Saquinhos de TNT ou similar (sugestão usar sacola surpresa de aniversário) nas cores, azul para representar os testículos e rosa, para representar os ovários;
• Roteiro do aluno com a descrição da atividade a ser realizada e os problemas.
Convém ressaltar que:
• Em cada indivíduo, os gametas carregam muitos genes, para simplificar a questão nesta,
e em e muitas outras práticas, trabalha-se apenas com os genes para a característica estudada.
• Em cada gameta da espécie humana existem 23 cromossomos (os 22 autossomos e 1 sexual). Em cada um desses cromossomos existem vários genes. O gene que codifica a proteína (antígeno) do sistema sangüíneo ABO está em um desses cromossomos autossomos. Esse gene pode ter formas ligeiramente diferentes que chamamos de alelos.
Os alelos mais conhecidos são, IA, IB e i que condicionam, respectivamente, a formação dos antígenos A, B e a não formação de antígeno.
OBS: Deixe claro para os alunos que cada bolinha representa um gameta e que a sua cor indica o alelo do gene que determina o fenótipo para o sistema ABO que está sendo levado por esse gameta. No entanto, lembre aos alunos que cada gameta leva uma cópia
de cada um dos, cerca de, 30.000 genes da espécie humana.
• Embora existam 3 alelos para o gene que determina o sistema ABO, em cada indivíduo existirão apenas dois, sendo um proveniente do gameta de origem materna e outro do gameta de origem paterna.
• Orientar os alunos para usar os resultados na forma de fração.
• Lembrar que em um teste estatístico o número de repetições pode alterar o resultado
final, ou seja, em um pequeno número de repetições nem sempre a freqüência encontrada
é a mesma que freqüência esperada.
• Determinar o número de cruzamentos que cada grupo deve realizar.
• Em cada uma das sacolas deve haver sempre a mesma quantidade de bolinhas (p. ex.: 10
bolinhas no saco azul e 10 bolinhas no saco rosa.
• Os sorteios devem ser ao acaso.
• Os alunos devem devolver as bolinhas ao saquinho depois de cada sorteio, assim será mantida a freqüência esperada na formação dos gametas.
Observação: Os problemas propostos são meras sugestões, ao montar a atividade o professor pode utilizar outras situações-problema.
Tempo de Execução:
• 2 tempos de aula.
Proposta de Roteiro para o Aluno:
Leia com atenção os problemas abaixo e resolva-os. Depois monte o Bingo Sangüíneo.
1- Um casal, onde o marido é do tipo sangüíneo A e a esposa é do tipo B, quer ter X filhos. Sabe-se que o pai do marido e a mãe da esposa são do grupo O. Determine a proporção
dos genótipos e fenótipos esperados a partir desse cruzamento.

2- Um casal teve quatro filhos, sabendo-se que um dos filhos é do tipo O e outro é do tipo
AB, descubra qual o tipo sangüíneo do casal.
Bingo sangüíneo:
1. Forme com seus colegas grupos com 4 componentes;
2. Escolha entre as bolinhas coloridas, as cores que representarão os gametas portadores dos alelos Ia, Ib e i, anote;
3. Coloque a bolinhas coloridas nos saquinhos de acordo com os gametas formados por cada indivíduo dos problemas 1 e 2.
Observação para o professor: No problema 1, por exemplo, a esposa tem genótipo
Ibi, devendo formar ½ de gametas portando o alelo Ib e ½ de gametas portando o alelo i.
No saquinho rosa serão colocadas as bolinhas que representam os gametas portadores
de Ib e i na proporção de 1:1, simulando a gametogênese feminina.
4. Para simular um cruzamento retire, sem olhar, uma bola da sacola azul e uma bola da sacola rosa. Anote o resultado e devolva a bolinha ao saquinho correspondente. Ou seja, vamos simular a união dos gametas ao acaso (fecundação).
5. Repita o procedimento do “sorteio de gametas” 10 vezes, sempre anotando os resultados
e devolvendo as bolinhas ao saquinho.
6. Você também pode determinar previamente a quantidade de filhos que o casal vai ter (2,
3, 4, etc.).
7. Comparar os resultados obtidos no sorteio com os resultados teóricos esperados.
8. Discutir os resultados encontrados.
Observação para o professor: Por exemplo, no problema 1, a probabilidade do casal ter um filho do tipo sangüíneo AB é ¼. A mesma probabilidade é esperada para os grupos sangüíneos
A, B e O. No entanto, se o casal tiver 4 filhos, isso não quer dizer que um deles será do grupo AB, outro do grupo A, outro do B e o outro do O. Esse é um erro comum entre os alunos que poderá ser esclarecido com esse tipo de atividade.
O professor pode mostrar que quanto maior o tamanho da amostra, ou seja, quanto mais sorteios de gametas (fecundações) forem feitos mais os resultados obtidos se aproximarão dos esperados. Mas na espécie humana, como o número de filhos por casal é pequeno, essas proporções são difíceis de serem observadas. Podemos estimar a probabilidade de um determinado genótipo acontecer porque conhecemos as regras como os alelos de um determinado gene são transmitidos de uma geração para a outra.
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quarta-feira, 15 de abril de 2009
MONTANDO UM CROMOSSOMO
Material
Canudos de plástico (diversas cores), que apresentem uma dobradiça na sua região central.
OBS: Deve ser de cores com tonalidades parecidas, como:
AZUL escuro – AZUL claro
AMARELO escuro – AMARELO claro
VERMELHO escuro – VERMELHO claro
VERDE escuro – VERDE claro
• Palitos de madeira para churrasco.
• Papel ofício.
• Cola plástica.
• Tesoura.
• Canetas hidrocor.
• Fita dupla-face ou velcro.
• Régua.
MONTANDO O CROMOSSOMO
- Cortar os canudinhos em pedacinhos de vários tamanhos e cores dependendo do número dos genes a serem representados.
- Usar pedaços de canudinhos brancos para identificar as regiões da molécula de DNA não-codificadora. Isto é, regiões onde não há genes.
- Inserir esses pedaços de canudos em palitos de churrasco. Esses devem ter a mesma espessura (bitola) dos canudos para entrar pressionados.
- Quando esquematizar cromossomos homólogos, utilizar as mesmas cores com tonalidades diferentes, para os genes alelos diferentes e tonalidades iguais para genes alelos iguais.
- O centrômero será esquematizado utilizando-se as dobras sanfonadas dos canudos. Retire um segmentos sanfonado e faça um talho. Cole na região oposta ao talho um pedacinho de fita dupla-face ou velcro.Encaixe o segmento no palito que representa a cromátide. Escolha a posição do centrômero.
É importante lembrar que esse é um modelo didático simplificado e não reflete exatamente a estrutura e organização dos cromossomos. Quando necessário, o professor pode deixar claro para o aluno que simplificações foram feitas.
Nessa fase há a duplicação do DNA e cada cromossomo passa a ser constituído por duas cromátides (cromátides-irmãs), ligadas pela região do centômero. Note que as cromátides-irmãs possuem alelos idênticos, pois são fruto da duplicação do DNA.
É Importante ter o cuidado para que as cromátides-irmãs tenham o mesmo número de genes (pedacinhos de canudos) e nas mesmas cores. Essas duas cromátides devem estar ligadas pelos centrômeros (segmentos sanfonados colados através da fita ou velcro).
- Visualizar genes localizados no mesmo cromossomo (genes ligados) e genes em cromossomos diferentes.
- Trabalhar o conceito de segregação independente (2ª. Lei de Mendel) para genes localizados em cromossomos diferentes.
- Trabalhar a relação da distância entre os genes localizados no mesmo cromossomo e os mapas gênicos.
http://www.ccmn.ufrj.br/curso/trabalhos/PDF/biologia-trabalhos/genetica/genetica4.pdf
OBS: Deve ser de cores com tonalidades parecidas, como:
AZUL escuro – AZUL claro
AMARELO escuro – AMARELO claro
VERMELHO escuro – VERMELHO claro
VERDE escuro – VERDE claro

• Palitos de madeira para churrasco.
• Papel ofício.
• Cola plástica.
• Tesoura.
• Canetas hidrocor.
• Fita dupla-face ou velcro.
• Régua.
MONTANDO O CROMOSSOMO
- Cortar os canudinhos em pedacinhos de vários tamanhos e cores dependendo do número dos genes a serem representados.
- Usar pedaços de canudinhos brancos para identificar as regiões da molécula de DNA não-codificadora. Isto é, regiões onde não há genes.
- Inserir esses pedaços de canudos em palitos de churrasco. Esses devem ter a mesma espessura (bitola) dos canudos para entrar pressionados.
- Quando esquematizar cromossomos homólogos, utilizar as mesmas cores com tonalidades diferentes, para os genes alelos diferentes e tonalidades iguais para genes alelos iguais.
- O centrômero será esquematizado utilizando-se as dobras sanfonadas dos canudos. Retire um segmentos sanfonado e faça um talho. Cole na região oposta ao talho um pedacinho de fita dupla-face ou velcro.Encaixe o segmento no palito que representa a cromátide. Escolha a posição do centrômero.
É importante lembrar que esse é um modelo didático simplificado e não reflete exatamente a estrutura e organização dos cromossomos. Quando necessário, o professor pode deixar claro para o aluno que simplificações foram feitas.
PROPOSTA PARA DESENVOLVIMENTO DA ATIVIDADE
- Duplicação dos cromossomos durante a fase S da interfase
Nessa fase há a duplicação do DNA e cada cromossomo passa a ser constituído por duas cromátides (cromátides-irmãs), ligadas pela região do centômero. Note que as cromátides-irmãs possuem alelos idênticos, pois são fruto da duplicação do DNA.
É Importante ter o cuidado para que as cromátides-irmãs tenham o mesmo número de genes (pedacinhos de canudos) e nas mesmas cores. Essas duas cromátides devem estar ligadas pelos centrômeros (segmentos sanfonados colados através da fita ou velcro).
Conceitos que poderão ser trabalhados com o modelo:
- Diferença entre o cromossomo simples (apenas uma cromátide) e o cromossomo duplicado (duas cromátides)
- Cromátides-irmãs (mesmo cromosomo) e cromátides não-irmãs (entre cromossomos homólogos).

- Visualizar genes localizados no mesmo cromossomo (genes ligados) e genes em cromossomos diferentes.
- Trabalhar o conceito de segregação independente (2ª. Lei de Mendel) para genes localizados em cromossomos diferentes.
- Trabalhar a relação da distância entre os genes localizados no mesmo cromossomo e os mapas gênicos.
* Esta atividade pode ser aplicada para alunos do 3° Ano do Ensino Médio.
http://www.ccmn.ufrj.br/curso/trabalhos/PDF/biologia-trabalhos/genetica/genetica4.pdf
sábado, 7 de março de 2009
Jogo "Show da Genética"
Atividade
O jogo “Show da Genética” configura um material didático para ser explorado no ensino médio e fundamental nas aulas de Genética, apresentando, de forma dinâmica, diversos conceitos. Uma das maiores dificuldades encontradas pelos professores de Ciências e Biologia refere-se à sensibilização dos alunos a respeito de novos conhecimentos teóricos que podem ser transmitidos e fixados de maneira simples.
Sendo assim, o presente trabalho disponibiliza um modelo de jogo que pode ser modificado pelos professores do ensino médio e fundamental, visando os conteúdos de Genética e as dificuldades diagnosticadas previamente no aprendizado dos alunos. As questões apresentadas no jogo são apenas exemplos, tendo em vista que o intuito principal é direcionar os professores para que estes realizem adaptações de acordo com a temática da aula, permitindo uma maior plasticidade no ensino e evitando um condicionamento em função de um banco de questões. O jogo foi trabalhado com alunos e professores do ensino fundamental e médio, sendo utilizado na forma de interpretação teatral e apresentado para os alunos por meio de um projetor multimídia. Esta apresentação fez parte da oficina “Experimentando Genética”, coordenada pelos autores do trabalho. Para os professores e alunos foi uma experiência enriquecedora, claramente visível pela participação e alegria de jogar, resposta esta obtida por meio de questionamento posterior. Desta forma, o jogo “Show da Genética” vem complementar os conceitos teóricos de Genética, contribuindo como ferramenta na avaliação do professor, para que este possa reconhecer se os alunos estão aprendendo, como também auxiliando a solucionar as dúvidas. Cabe ressaltar que, embora o jogo tenha sido desenvolvido para uso por meio do computador, este pode ser facilmente adaptado para outras mídias (quadro-negro, texto em papel, encenação teatral), bastando utilizar-se das regras pré-estabelecidas. O jogo “Show da Genética” foi inspirado no programa “Show do Milhão” e no jogo produzido em CD-ROM multimídia. O jogo “Show da Genética” foi totalmente desenvolvido por meio do software Microsoft Office PowerPoint.
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Vamos então, dar uma prévia de como é o jogo:
O jogador poderá escolher o nível de dificuldade. Cada nível de dificuldade é dividido em um módulo com 16 questões. O nível fácil abrange os conceitos de Genética Clássica e Estrutural enquanto o difícil abrande mais Genética Molecular. Em caso de duvida o jogador podera pedir ajuda do "professor" (uma unica vez por partida) e de 3 colegas(durante a partida). Claro que também existe um tempo determinado para cada questão à ser respondida. Se a resposta estiver correta, aparecerá na tela a confirmação de que sua resposta esta correta e dar continuidade ao jogo. O mais legal é que o professor pode modificar e criar seus próprios jogos para o ensino.
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Comentário do Blog: Essa é uma das maneiras que vocês professores, podem utilizar para o aprendizado de seus alunos, para que haja um interesse de todos. Além de divertido, os alunos irão adquirir conhecimento de uma maneira mais didática.
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Para mais informações sobre o jogo, consulte o site: http://www.ibb.unesp.br/extensao/difundindo_popularizando_ciencia/documentos/artigo_show_da_genetica.pdf
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